As crianças são os únicos verdadeiramente inocentes nesse mundo Ligo a TV e só passa sobre aquela menina que fora jogada do prédio. Diz o cara na padaria, no açougue, no supermercado, no churasco, na festa, em casa, na fila do banco, em qualquer local. Verdade que o caso ecoa em todos os canais, do jornaleco sensacionalista às grandes redes de TV. Não é a toa. Num filme que não recordo agora, milhões de pessoas param para assistir uma dúzia de pessoas lutando até a morte em uma ilha. Uma jornalista vai até a ilha entrevistar o produtor do programa, pergunta ao bilionário se ele não tem vergonha na cara ou coisa do tipo. No final do filme aparece a jornalista falando sobre o assunto, algo como: estou triste, mas não porque doze pessoas lutaram até a morte, e sim porque milhões de pessoas estavam interessadas em ver sangue. O caso da Isabella Nardoni retrata isso. Se não fosse a sede de sensacionalismo que o povo brasileiro tanto preserva em seu sangue, não haveria essa super exposição do caso. Na BandNews no dia de hoje, Ricardo Boechat pontuou: imagine o caso de este pai não ter culpa alguma, coloque-se no lugar dele nesse momento. E podem crer que, se o pai não for culpado, não haverá retratação para com o cidadão. O jornal que publicou “Para, pai; Para, pai” como manchete principal vai no máximo colocar uma reportagem. Devemos concordar com o fato que seria impossível recuperar o que este pai perdeu, sendo ele culpado ou não. Contudo, o jornal não é totalmente culpado. Mais para frente, quando o caso estiver resolvido, o povo nem vai lembrar direito, afinal estarão muito ocupados com outro assassinato cruel, ou com o Big Brother Brasil.
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